20/05/2009:  
Usina amplia capacidade
 

Apesar da insuficiência de mamona para produção de óleo biocombustível no Ceará, a Petrobras Biocombustível confirma a expansão da planta da Usina de Biodiesel de Quixadá. Inaugurada há sete meses e ainda hoje produzindo o óleo verde à base de sementes de soja e de algodão, a unidade do Sertão Central cearense terá a capacidade instalada ampliada em 40%, o que deverá elevar a produção atual de 50 mil toneladas de óleo por ano, para 70 mil toneladas/ano de biocombustível. As obras absorverão cerca de R$ 20 milhões.

A informação foi repassada na tarde de ontem, pelo presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto, durante assinatura de seis contratos de assistência técnica agrícola no valor total de R$ 22 milhões, para capacitação de 31.450 pequenos produtores de mamona no interior do Ceará e do Piauí.

Os contratos foram celebrados com o Instituto Agropólos, com a Ematerce do Piauí e outras quatro cooperativas de microprodutores nos dois Estados.

PRODUÇÃO INSUFICIENTE

Atualmente no Ceará, cerca de 21.500 agricultores estão engajados na produção de mamona, com produtividade de apenas 400 quilos por hectare, quantidade considerada inviável economicamente. ´Estamos transitoriamente utilizando soja e algodão para a produção de biodiesel.

Nossa expectativa é a de que no prazo de três anos tenhamos organizada uma cadeia de suprimentos regional, a partir da mamona, girassol e pinhão manso´, confirma Rossetto, diante da insuficiência da produção de mamona, no Nordeste brasileiro.

Segundo ele, ainda hoje, a produção de biocombustível à base de mamona vem sendo feita apenas em caráter experimental, na Unidade de Guamaré, no Rio Grande do Norte. Isso obriga a subsidiária da Petrobras a importar sementes de soja e algodão nos Estados da Bahia, Piauí, Mato Grosso e Minas Gerais, para alimentar a usina de Quixadá. ´Atualmente, 90% de nossa produção vem dessas matérias primas e desses estados´, confirma.

Rossetto ressalta no entanto, que a proposta da Companhia é ir, ´gradativamente, substituindo o óleo de soja, pelo de girassol, de pinhão manso, pela mamona e pelo de algodão nos Estados do Ceará e do Nordeste. ´A perspectiva é de que a partir de 2010, o Ceará inicie a produção de pinhão manso, para o biodiesel´, aponta.

ESTRATÉGIA